Percurso Profissional

Vinte anos de prática clínica, entre a fisioterapia, a medicina funcional integrativa e a medicina regenerativa.
Comecei na fisioterapia. Foi aí que aprendi a coisa mais importante que sei fazer: pôr as mãos e ouvir. O corpo dá sinais muito antes de dar diagnósticos, e um profissional treinado consegue lê-los.
Ao longo dos anos, fui percebendo que havia perguntas que a minha formação inicial não respondia:
- Porque é que a dor volta sempre ao mesmo sítio?
- Porque é que uma mulher recupera bem de uma cirurgia e outra, com a mesma idade e a mesma intervenção, não recupera?
- Porque é que há sintomas que persistem quando todas as análises estão dentro dos valores de referência?
- Se existem tantos avanços tecnológicos na atualidade e tantas formas de regeneração celular, como se justifica que se continuem a reabilitar queimaduras em Portugal como se fazia na segunda guerra mundial?
Essas perguntas levaram-me à medicina funcional integrativa e à nutrição, e depois à epigenética — à ideia, hoje bem documentada, de que aquilo que comemos, dormimos, respiramos e sentimos altera a forma como os nossos genes se expressam.
Levaram-me também à medicina estética regenerativa, não pelo lado da estética, mas pelo lado da regeneração: perceber como se estimula um tecido a reparar-se em vez de o substituir.
Hoje sou Diretora Clínica da Nova Génese · Grupo Saúde, onde acompanho sobretudo mulheres — muitas delas depois de anos de exames, especialistas e medicação sem resposta. E sou formadora e docente convidada em várias entidades e parcerias externas, porque aquilo que aprendi até hoje, só faz sentido se for passado a quem também trata pessoas.

Marcos do meu percurso
Etapas e o que me trouxe:
- Formação de base em Fisioterapia: A escuta do corpo e o trabalho manual como ponto de partida.
- Especialização em Fisioterapia Uroginecológica e Fisiosexologia: A abordagem do pavimento pélvico, da dor pélvica e da função íntima.
- Mestrado em Medicina Funcional Integrativa : O terreno biológico e a procura da causa a montante do sintoma.
- Mestrados em Nutrição, Dietética e Coaching Nutricional: A alimentação como intervenção clínica, não como conselho genérico.
- Mestrado em Medicina Estética Integral e Saúde Estética: A regeneração de tecidos e as terapias autólogas.
- Formação em Optimização Epigenética: A avaliação objetiva daquilo que o estilo de vida está a fazer à expressão génica.
- Direção Clínica e Executiva · Nova Génese: A integração de tudo isto num modelo de consulta.
- Formação e docência: A transmissão a outros profissionais de saúde.