Filosofia Clínica

Primeiro cuidamos do terreno biológico, depois os sintomas
Um sintoma é uma mensagem, não um inimigo. Quando o silenciamos sem perceber de onde vem, ele volta — noutro sítio, com outro nome. A medicina funcional integrativa não é uma alternativa à medicina convencional: é uma forma de a completar, olhando para a pessoa por inteiro (componente física, mental e espiritual) e para o terreno que sustenta a doença.
O terreno biológico é a expressão que uso para descrever o conjunto de condições que determinam como o seu corpo funciona: o estado da microbiota, a qualidade do sono, a carga inflamatória, o equilíbrio hormonal, o estado nutricional do organismo, a forma como lida com o stress.
Duas pessoas com o mesmo diagnóstico e terrenos diferentes não são o mesmo caso clínico.
Como trabalho — 4 Fases
Fase 1: Escutar
Uma história clínica longa. O que já foi tentado, o que resultou, o que não resultou e o que a pessoa sente que ninguém percebeu.
Fase 2: Medir/Avaliar
Avaliação funcional e, quando faz sentido, testes de optimização epigenética e estudo do terreno. Trabalhar com dados e evidência, não com suposições.
Fase 3: Corrigir o terreno
Intervenção sobre nutrição, microbiota, suplementação de precisão, sono, movimento e carga emocional. Só depois se trabalham os sintomas.
Fase 4: Sustentar
Reavaliação e ajuste. Nenhum plano é definitivo, porque nenhum corpo é estático, tem que existir um trabalho de equipa entre os profissionais e o utente. Se queremos resultados diferentes, temos que ter um compromisso diferente com o nosso estilo de vida.
O que não faço
- Não prometo resultados. Nenhum profissional sério o pode fazer.
- Não substituo o seu médico habitual nem a medicação que lhe foi prescrita, apenas fazemos sinergias e cooperamos pelo que realmente interessa: a sua saúde e bem-estar.
- Não uso fotografias de antes e depois nem casos de utentes identificáveis.
- Não afirmo certezas onde a evidência ainda é inconclusiva — digo-o.